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Ir ao hospital no Reino Unido durante o final de semana é um risco de vida

Ir ao hospital no Reino Unido durante o final de semana é um risco de vida

Isso é o que afirma a companhia de pesquisa Dr Foster, após observar um aumento de 10% da mortalidade nos finais de semana, isso em comparação as que ocorrem de segunda a sexta.  Foram analisados 147 hospitais em todo o país, e em todos eles pôde-se observar o aumento de mortes.

Segundo a conclusão da pesquisa, mais da metade dessas mortes poderiam ser evitadas se esses pacientes tivessem sido atendidos por um especialista, tido acesso ao diagnóstico de forma imediata e se fossem assistidos por um número adequado de funcionários experientes.

O que acontece é que nos finais de semana a maioria dos especialistas estão de folga, diminuindo consideravelmente o nível de qualidade intelectual do serviço, esse é o coração do problema, “é uma questão de ter profissionais mais experientes trabalhando nos fins de semana” diz Roger Taylor diretor da pesquisa.

A média de mortalidade nos hospitais da Inglaterra é de 7,1% de segunda a sexta e de 8,1% aos sábados e domingos. A conclusão final é que ir ao hospital no fim de semana é um risco de morte.

 

“Com a complexidade das necessidades de muitos idosos, ter o mix certo de profissionais especialistas e experientes é vital”,  afirma Roger Taylor.

 

Como o NHS se posiciona

 

O diretor do NHS, professor Bruce Keogh diz que a mortalidade nos hospitais ingleses tem diminuído muito, e que o aumento de mortes não só nos fins de semana mas também a noite é um problema antigo e mundial, mas que ele tem tomado inúmeras ações junto com as diretorias dos hospitais para melhorar esse número.

 

Contudo, o serviço do NHS na Inglaterra não se compara ao do SUS no Brasil, especialmente quando estamos falando de número de leitos, equipamento médico e problemas na estrutura. Todos os hospitais na Inglaterra são bem equipados, muitos dispõe de tecnologia avançada para o tratamento de várias doenças e você jamais verá um paciente deitado no chão na sala de espera de um hospital, muito menos numa maca fora de um leito.

 

 Foto: The guardian

 

 

 

 

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Fabia Nishiuchi

Formada em comunicação, residente na terra da rainha a oito anos, tornei a troca de idéias e concepções entre as pessoas um estilo de vida, o qual, como resultado, se tornou um trabalho. Um trabalho que amo.

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